Alta dos preços internacionais impulsionou faturamento do setor acima de US$ 1,5 bilhão

Por motivo de ter passado estes dias derradeiros correndo chão no sertão visitando os amigos e os parentes, só hoje é que a gente tá podendo comentar aqui com os companheiros e companheiras boiadeiros o resultado das exportações brasileiras de carne bovina in natura em abril, né. Pois o que tem pra ser contado é que, de acordo com o balanço oficial divulgado pela SECEX, que é a Secretaria de Comércio Exterior do Ministério do Desenvolvimento, o volume despachado pro estrangeiro foi de 251,9 mil toneladas do produto. Esta quantidade de mercadoria representou um aumento de 4,3% em relação ao período correspondente do 2025, sendo então que este mês recentemente terminado passou a ser o melhor abril da história do setor exportador nacional.
A respeito do dinheiro pago aos frigoríficos brasileiros, o total chegou à fantástica quantia de 1,5 bilhão, com um fortíssimo crescimento de 29,4% na comparação anual. E pra completar a trinca de notícias boas vindas lá de fora, o valor médio pago pela carne brasileira no mercado internacional bateu em 6,2 mil dólares por tonelada, o maior já registrado até agora, sendo que, pareando com abril do ano passado, a alta foi de nada menos que 24,1%. E na soma dos 4 meses já vencidos neste 2026 que tá em andamento, o volume embarcado, o preço e o faturamento são igualmente os melhores da história pros meses considerados.
A questão é saber o que é que vai acontecer daqui pra frente, especialmente no caso da China, justamente o nosso maior cliente na praça, né. Conforme já é do conhecimento geral, o gigante oriental tá impondo um regime de cotas pra todos os seus fornecedores de carne bovina, sendo que a do Brasil é de 1,1 milhão de toneladas pro ano inteiro. Aí os compradores chineses tão na maior correria pra garantir o quanto antes o seu quinhão de mercadoria, e o fato acontecido foi que, segundo um recado que acaba de ser mandado pelo governo lá deles, as nossas exportações já passaram da metade do total estabelecido. O problema é que, como eles fazem a conta na chegada da carga no porto, considerando os navios que já tão viajando e os que ainda tão carregando, a previsão é de que a nossa cota seja preenchida já no mês que vem e, se nada mudar até lá, ninguém sabe pra que lado o vento vai virar.